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Inicia segunda fase do projeto "Uma luz no fim do túnel"


Terminou no início de setembro a primeira fase do Projeto “Uma luz no fim do túnel”.  O projeto que visa a restauração e organização de cerca de 10 toneladas de documentação referentes à mineração na região carbonífera é uma iniciativa de um grupo de historiadores, entre eles o atual Presidente da Associação Nacional de História, Dr. Benito Bisso Schimdt , juntamente com o Museu do Carvão  e a empresa mineradora Copelmi. Nesta primeira fase foram catalogados em média 3.000 documentos, entre eles livros ponto, carteiras de trabalho, plantas, correspondências.
Tendo expressiva participação da comunidade, o projeto inicia no próximo sábado, dia 17, sua segunda fase. Além das tarefas habituais das oficinas, serão realizados debates, a fim de estreitar ainda mais a relação da comunidade com sua história. Para esta segunda fase, estima-se receber o dobro de participantes e salvar mais uma parcela significativa deste acervo.
        A primeira oficina será no dia 17 de setembro, sábado, das 9h30min às 14h00min, e é aberta a todos os interessados. Os demais encontros devem ocorrer também em sábados, nos dias 01, 15 e 29 de outubro, 12 e 26 de novembro e 3 de dezembro, sempre no Museu do Carvão. 
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3656-1211.

Copelmi financiará restauração na Casa Branca que sediará Arquivo Público no Museu do Carvão



  São inúmeras as estruturas edificadas que constituem o patrimônio material do Museu Estadual do Carvão. Sua extensão de 11 hectares abriga aquela que foi a 1ª Usina Termoelétrica do Brasil, fundada em 1924.

Casa Branca atualmente
    O visitante que chega ao museu contempla grandiosas construções: o pavilhão da Administração, a antiga oficina, as ruínas das galerias subterrâneas e do Poço 1, o majestoso "Frontão" e a própria Usina; contudo, mal repara, na entrada à sua direita, a modesta Casa Branca, tomada pela vegetação e de precária estrutura arquitetônica.
  Esta estrutura, apesar de hoje não ter grande visibilidade, foi fundamental para o funcionamento da mineradora do início do século XX. Lá funcionou o Laboratório, onde eram realizadas análises qualitativas do carvão extraído no Poço 1.

Arquivo Histórico doa material de pesquisa para Museu

O Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul doou ao Museu do Carvão um rico material referente ao Projeto Memória Mineira, realizado no início da década 2000, contendo entrevistas com antigos mineiros da região de Arroio dos Ratos; histórico da Companhia Riograndense de Mineração; exemplares do periódico “O Lampião” (jornal dos funcionários da Companhia); além de extensa pesquisa bibliográfica sobre o tema. O Diretor do Museu do Carvão, Manoel Henrique Paulo, declarou que o material é de grande importância para o Museu, já que não possuíam cópias dessa documentação.